Ultimas Notícias
MIGUÉ = TCE alerta para vereadores vacinados como “motoristas de ambulâncias” no Paraná

Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) encaminhou 18 notificações a
municípios pedindo explicações sobre a aplicação de vacinas contra a
Covid-19 em um prefeito, três ex-prefeitos e dezenas de vereadores do
interior do Paraná. Segundo o TCE, eles aparentemente não se enquadram
em nenhum dos grupos prioritários para imunização, conforme critérios
definidos pelo Ministério da Saúde.

Segundo apurado pelo Tribunal, diversos vereadores foram
indevidamente vacinados na condição de “motorista de ambulância”, apesar
de as informações presentes nos sistemas das prefeituras não
demonstraram o exercício da atividade pelos parlamentares. Também foram
registrados casos de agentes políticos vacinados apenas com a
justificativa “outros”, sem a apresentação de quaisquer informações
adicionais.

Entre as diversas situações detectadas, destacam-se a de um vereador
sem formação superior que foi vacinado como farmacêutico; de outro que,
apesar de ser motorista do quadro de servidores do município, foi
imunizado como médico; e de uma parlamentar que recebeu a vacina por ser
ex-sócia de uma clínica médica pertencente ao marido.

O tribunal ainda solicitou informações a quatro municípios sobre
casos de multivacinados – quando o portador de um mesmo CPF supostamente
recebe diversas doses do imunizante. Segundo apurado pelo órgão, a
partir de informações fornecidas pela Controladoria-Geral da União (CGU)
e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ocorreram 1.790 casos dessa
irregularidade em 82 cidades do Paraná, sendo que 68% deles
concentram-se nas quatro prefeituras notificadas por meio do Canal de
Comunicação do TCE-PR (CACO).

As prefeituras têm cinco dias para responder aos Apontamentos
Preliminares de Acompanhamento (APAs) enviados pela Corte, justificando o
porquê das vacinações dos supostos fura-filas. Caso não sejam capazes
de explicar devidamente as ocorrências, os gestores ficarão sujeitos à
abertura de uma auditoria que pode resultar na aplicação de multas e
outras sanções. Os responsáveis também podem ter de responder no âmbito
administrativo-disciplinar, bem como judicialmente nas esferas cível e
penal, por atos de improbidade administrativa e crimes como peculato,
corrupção e abuso de poder.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.

%d blogueiros gostam disto: