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Menina de 14 anos engravidou após estupro coletivo de soldados russos

Jovem ucraniana moradora de Bucha é primeira vítima com gravidez confirmada após ataques sexuais das tropas do Kremlin.29/04/2022Menina de 14 anos engravidou após estupro coletivo de soldados russos site
Uma menina ucraniana com 14 anos teria engravidado após ser vítima de um estupro coletivo feito por soldados russos.
A jovem é moradora de Bucha, nos arredores da capital, Kiev, cidade onde civis foram encontrados mortos com sinais de execução após a retirada das tropas de Putin.

O caso é investigado pela psicóloga Oleksandra Kvitko, da Associação Nacional de Psicologia e da Associação Ucraniana de Psicanálise. É a primeira gravidez comprovada após ataques sexuais cometidos pelo Exército russo.

Neste caso, a família da menina decidiu prosseguir com a gravidez após ter sido informada de que um aborto poderia reduzir as chances de engravidar no futuro – algo que a ciência não confirma.

Oleksandra acompanha outros quatro casos suspeitos de menores grávidas após terem sido estupradas. A vítima mais jovem teria apenas 10 anos.

As famílias resistem em apresentar as denúncias por todo o trauma que a situação representa. Os psicólogos tentam encorajar que as vítimas denunciem casos de violação sexual para investigações futuras.

“Meninas de 14, 15, 16 anos são frequentemente estupradas. Depois da guerra, haverá muitas adolescentes grávidas na Ucrânia”, explicou a psicóloga.

Até 25 de abril, Oleksandra recebeu 101 ligações em um disque-denúncia utilizado para vítimas de estupro por soldados invasores. Para a Rádio Svoboda ucraniana, a ex-ministra do Trabalho e Política Social da Ucrânia Lyudmila Denisova afirmou que 12 casos de gravidez após agressão sexual já foram registrados, mas acredita-se em grande subnotificação.


Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, população LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

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