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Crise de abastecimento de remédios chega aos postos de saúde no Paraná

A crise
de abastecimento de remédio não só continua nas farmácias como já afeta
os postos de saúde gerenciados pelas Prefeituras dos municípios do
Paraná. Um ofício publicado no dia 22 de junho pelo Consórcio Paraná
Saúde, que atua na aquisição de medicamentos para 398 municípios
paranaenses, alertou sobre os medicamentos que estarão em falta para os
próximos lotes de abastecimento.

Entre os remédios que podem faltar estão alguns essenciais para o
tratamento de síndromes respiratórias, como Amoxilina + Clavunalato e
Dipirona
. Em pelo menos cinco prefeituras, também há falta de Tamiflu,
antiviral para pacientes com complicações do vírus Influenza.

Segundo o consórcio, o problema se agravou nas últimas semanas,
devido ao avanço da pandemia de coronavírus, ao aumento dos casos de
doenças respiratórias em crianças, ao cenário de epidemias de dengue em
várias regiões do Estado, e ainda pela falta de princípios ativos para a
produção de diversos medicamentos.

Os remédios em falta, segundo o Consórcio Paraná Saúde, são:
Amoxicilina + Clavulanato (50 + 12,5 mg/ml – suspensão oral), Dipirona
Sódica – comprimido, Dipirona Sódica – solução injetável, Gentamicina 5
mg/ml – solução oftálmica e Hipromelose – 5 mg/ml – solução oftálmica.

Os medicamentos em falta fazem parte do Componente Básico da
Assistência Farmacêutica (CBAF), cuja responsabilidade pela aquisição é
das Secretarias Municipais de Saúde para posterior dispensação no nível
ambulatorial por meio das Unidades Básicas de Saúde e abastecimento das
Unidades de Pronto Atendimento.

TAMIFLU EM FALTA

Pelo menos cinco prefeituras do Paraná já confirmaram a falta do
medicamento Tamiflu, que se popularizou na epidemia de H1N1 em 2009.

Em Cascavel, o remédio está em falta desde a semana passada. Já em
Foz do Iguaçu, o Tamiflu de 30 e 45 mg está em falta, mas o estoque da
versão de 75 mg está normalizado. Em Guarapuava, o estoque está perto do
fim,
principalmente por causa do aumento de casos de Influenza em
crianças. A Prefeitura de Maringá confirmou que está faltando Tamiflu na
concentração de 45 mg. Em Paranavaí, também não o remédio.

O Tamiflu é fornecido pelo governo do estado para as prefeituras.
Segundo a Sesa, o Tamiflu é distribuído pelo Ministério da Saúde e está
sendo enviado de forma parcelada devido ao atraso na produção por falta
de insumos no fabricante e a previsão é que em julho, a situação esteja
regularizada.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que compra
de outros remédios por meio do Centro de Medicamentos do Paraná
(CEMEPAR) exclusivamente para abastecimento da rede hospitalar própria
sob gestão direta da Secretaria, considerando o elenco padronizado para
atendimento dessas unidades.

“Em caso de falta, a Sesa adota como prática orientar a substituição
de medicamentos que se encontram com problemas de abastecimento por
outras opções terapêuticas cujo fornecimento esteja regularizado”,
afirmou a Sesa, em nota.

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