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Colapso na saúde do Paraná pode ocorrer na próxima semana, segundo especialistas

A situação é alarmante. O atual cenário da Covid-19 no Paraná e no
Brasil atinge número jamais vistos, com uma variação do vírus com um
poder de contaminação muito maior, mais agressivo e letal. É o que
afirmam os especialistas reunidos nesta quinta-feira (11) em reunião
remota realizada pela Frente Parlamentar do Coronavírus da Assembleia
Legislativa do Paraná. O encontro reuniu representantes da saúde e
educação, além de deputados estaduais. “Retornamos aos trabalhos da
Frente no momento mais difícil da pandemia, no pior momento vivido pelo
Paraná e pelo Brasil”, lembrou o coordenador da Frente, deputado Michele
Caputo (PSDB).

Para os participantes da reunião, o momento é de alerta máximo. O
diretor de gestão da Secretária de Estado da Saúde (SESA), Vinícius
Filipak, alertou que o sistema de saúde está no máximo de sua
capacidade. “O cenário não poderia estar pior. A situação está tensa e
delicada. No auge do inverno tivemos uma ocupação de 75% dos leitos. Nas
últimas três semanas, tivemos uma elevação absurda. Digo que estamos
diante de uma nova Covid. Tem de ser entendido como uma nova doença. A
rapidez e a infecção são muito grandes”, disse.

Filipak lembrou que a gravidade da doença também é diferente. “Temos
menos casos, mas eles são muito mais graves. A mortalidade é
elevadíssima. Cerca de ¼ das pessoas internadas morrerem. Apesar de
todos os esforços, estamos chegando a uma mortalidade de 30% esta semana
para quem é internado”, afirmou. Ele informou que, hoje, 1185 pessoas
esperam a internação, sendo 567 na UTI e 618 em leitos clínicos. “Nenhum
estado conseguirá aumentar o número de leitos infinitamente”.

O diretor do centro de estatística do Instituto Paranaense de
Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Daniel Nojima, trabalha no
estudo de projeções relacionadas à Covid. Ele informou que a projeção
do órgão é que a taxa de ocupação de UTIs fique em 96,7% nos próximos
dias. Caso as piores projeções se concretizem, o número pode chegar a
102,7%, quando o sistema entra em colapso total. Isto pode ocorrer na
próxima semana, no dia 16 de março.

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